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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais quarta-feira (15/4) para agradecer ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela liberação de Alexandre Ramagem, que estava detido por autoridades migratórias no país
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais nesta quarta-feira (15/4) para agradecer ao presidente dos Estados Unidos da América (EUA) Donald Trump, pela liberação de Alexandre Ramagem, que estava detido por autoridades migratórias no país. Na publicação, Eduardo também mencionou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, destacando a “sensibilidade” no tratamento do caso. “Agradeço principalmente ao presidente Donald Trump e ao secretário (Marco) Rubio pela sensibilidade em tratar do caso deste verdadeiro herói nacional, que, mesmo perseguido, não se abate”, escreveu. Ramagem deixou um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas, o ICE, localizado em Orlando, após ter sido retido no início da semana por questões relacionadas à sua situação migratória.
Detenção
A detenção ocorreu poucos meses depois de ele perder o passaporte diplomático, consequência direta da cassação de seu mandato no Brasil. O ex-parlamentar está nos EUA desde setembro de 2025, período em que deixou o país durante o julgamento que resultou em sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. Segundo investigações, a saída do Brasil teria ocorrido pela fronteira com a Guiana, antes de sua chegada ao território norte-americano. Desde então, Ramagem passou a viver nos Estados Unidos com a família. O governo brasileiro formalizou um pedido de extradição no fim de 2025, encaminhado às autoridades norte-americanas, mas o processo ainda não teve desfecho público. Delegado da Polícia Federal, Ramagem ganhou projeção ao comandar a Agência Brasileira de Inteligência entre 2019 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro. Posteriormente, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, cargo que perdeu após decisão judicial. A soltura reacende discussões sobre o caso e seus desdobramentos internacionais, especialmente no que diz respeito à cooperação entre Brasil e Estados Unidos da América em processos de extradição.



