Imagens: Brasil247 Nos bastidores, interlocutores do Planalto indicam que o governo avalia medidas políticas como reação. Entre as possibilidades está a exoneração de indicados ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ocupam cargos na administração federal A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Senado levou o Palácio do Planalto a iniciar uma ofensiva interna para identificar parlamentares que votaram contra o nome do governo. A derrota, considerada inédita, acendeu um alerta sobre a coesão da base aliada e levou à revisão das estratégias políticas no Congresso, informa o Metrópoles. O resultado da votação, realizado de forma secreta, provocou forte desconforto entre aliados do presidente Lula. A apuração interna busca mapear possíveis dissidências e entender como a expectativa de vitória acabou frustrada no plenário. Reunião com Lula e avaliação de respostasApós o revés, Lula convocou uma reunião com Jorge Messias para discutir as causas da rejeição e traçar os próximos passos. Também participaram do encontro o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, o ministro da Defesa, José Múcio, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Nos bastidores, interlocutores do Planalto indicam que o governo avalia medidas políticas como reação. Entre as possibilidades está a exoneração de indicados ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ocupam cargos na administração federal. José Guimarães afirmou que o governo respeita a decisão do Senado, mas cobrou esclarecimentos sobre o resultado. “Cabe ao Senado explicar as razões dessa desaprovação”, declarou. Derrota inédita e impacto na articulaçãoA rejeição de Jorge Messias marca a primeira vez, em mais de um século, que um nome indicado ao STF é barrado pelo Senado. O episódio representa um revés significativo para o governo, que vinha intensificando a articulação para garantir a aprovação. Antes da votação, Messias percorreu gabinetes e se reuniu com ao menos 77 senadores, incluindo parlamentares da oposição. A base governista acreditava contar com cerca de 47 votos favoráveis. Paralelamente, o Planalto ampliou a liberação de emendas parlamentares, com R$ 11,6 bilhões empenhados apenas em abril, sendo R$ 2,5 bilhões direcionados a senadores. Apesar do esforço, o resultado foi adverso. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, reconheceu a surpresa com o desfecho. “Para mim, foi uma surpresa. Estávamos esperando 44 ou 45. Cada um vota com a sua consciência”, afirmou. Bastidores e disputa política no SenadoNo Congresso, parlamentares avaliam que a derrota teve influência da atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo relatos, ele teria se posicionado contra a indicação e defendido outro nome para a vaga no Supremo, o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A tramitação da indicação já indicava dificuldades. Embora Jorge Messias tenha sido indicado em novembro de 2025, o envio formal ao Senado ocorreu apenas em abril, após meses de adiamento motivados pelo receio de rejeição. Diante do cenário, cresce entre aliados a avaliação de que uma nova indicação ao STF poderá ser adiada para depois das eleições, enquanto o governo busca recompor sua base e evitar novos desgastes políticos.
Planalto abre “caça aos traidores” após derrota de Messias no Senado
“Precisamos mudar de vez esse Congresso”, desabafa Liana Cirne Lins
Doutora em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a vereadora do Recife Liana Cirne (PT) fez duras críticas ao Congresso Nacional por rejeitar o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). “URGENTE! Sabe aquela sensação de revolta com esse Congresso bolsonarista e inimigo do povo? Estamos cansados dessa gente que se passa por anticorrupção, que fica se passando por bonzinha para a sociedade, como se só eles fossem cristãos, mas são os piores que o Brasil já viu. Acabaram de rejeitar a indicação de Jorge Messias ao STF. Precisamos mudar de vez esse Congresso!”, escreveu a jurista na rede social X. Crítica ao discurso políticoA fala da vereadora se insere em um contexto de polarização política e de debates intensos sobre o papel do Congresso Nacional. Ao utilizar termos como “inimigo do povo”, Liana Cirne reforça uma crítica recorrente de setores progressistas, que apontam distanciamento entre representantes eleitos e demandas sociais. Nos últimos anos, a parlamentar tem adotado uma postura combativa em relação a adversários políticos, especialmente ligados ao bolsonarismo. Em outras ocasiões, ela já utilizou as redes sociais e espaços institucionais para contestar discursos que considera enganosos ou prejudiciais à população. Histórico de posicionamentosAlém das críticas ao Congresso, Liana Cirne tem se destacado por intervenções públicas em temas como democracia, justiça e combate à desinformação. Em debates recentes, a vereadora também defendeu a necessidade de renovação política e maior alinhamento com pautas populares. A atuação da parlamentar inclui confrontos diretos com adversários e posicionamentos firmes em relação a temas institucionais. Em pronunciamentos anteriores, ela chegou a afirmar que manifestações que incentivam práticas ilegais não podem ser consideradas liberdade de expressão, destacando limites legais para a atuação política. RepercussãoA publicação repercutiu entre apoiadores e críticos, ampliando o debate sobre a composição do Congresso e o comportamento de parlamentares. O uso de linguagem direta e contundente contribuiu para a rápida disseminação da mensagem, que passou a circular em diferentes perfis e grupos políticos. A manifestação também evidencia o papel crescente das redes sociais como espaço de disputa política e construção de narrativas, especialmente em momentos de maior tensão institucional.
Crítico detona carreira internacional de Anitta: ‘Um fracasso’
© 1 “Investiu um monte de dinheiro e não repercutiu absolutamente nada. Quem tem carreira internacional faz turnês internacionais, não fica fazendo aparições em premiações”, afirmou o crítico musical Regis Tadeu A carreira internacional de Anitta voltou ao centro das discussões nas redes sociais. Isso porque o crítico musical Regis Tadeu fez duras declarações sobre o desempenho da cantora fora do Brasil, classificando sua trajetória como um “fracasso”. O que aconteceuA polêmica começou após Anitta afirmar recentemente que considera sua carreira internacional bem-sucedida. A declaração repercutiu rapidamente e gerou reações, entre elas a de Regis Tadeu, que rebateu diretamente a fala da artista. Em tom crítico, ele questionou os resultados alcançados pela cantora fora do país. “Investiu um monte de dinheiro e não repercutiu absolutamente nada. Quem tem carreira internacional faz turnês internacionais, não fica fazendo aparições em premiações”, afirmou. O crítico também colocou em dúvida o impacto das parcerias globais de Anitta. Em outro momento, ironizou. “Aí ela fica falando: ‘Ah, eu tenho música com a Madonna’. Qual foi a única música com artistas latinos que a Madonna não cantou ao vivo? Justamente a dela. Que coincidência, né?”. Na sequência, reforçou sua visão sobre a trajetória da artista no exterior. “Toda a carreira internacional dela foi um fracasso”. As declarações repercutiram nas redes sociais e dividiram opiniões. Fãs saíram em defesa da cantora, destacando feitos como colaborações internacionais, presença em eventos globais e números expressivos nas plataformas digitais. Por outro lado, alguns internautas concordaram com a análise, ampliando o debate. Quem é Regis TadeuRegis Tadeu é um crítico musical brasileiro conhecido por seu estilo direto e opiniões contundentes. Ao longo da carreira, construiu uma imagem marcada por análises firmes sobre artistas, lançamentos e o mercado fonográfico. Ele já participou de programas de TV e rádio, além de manter atuação ativa nas redes sociais, onde comenta tendências e avalia o desempenho de nomes populares da música. Não é a primeira vez que Regis se envolve em polêmicas. O crítico já fez comentários duros sobre diversos artistas, o que reforça sua postura crítica e, muitas vezes, controversa. No caso de Anitta, suas falas reacendem a discussão sobre o que define, de fato, uma carreira internacional bem-sucedida, seja por alcance, números ou reconhecimento no mercado global.
Contra a normalização do golpismo
Imagens: Brasil247 A extrema direita e o Centrão tramam para amanhã (30/4) a derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria, que abranda penas para golpistas e também para condenados por crimes hediondos e de feminicídio. Se forem vitoriosos, estarão impondo ao Brasil democrático um repique afrontoso do próprio golpe. Não sua repetição como farsa, pois isso representará, de fato, a anulação dos esforços feitos até agora para responder adequadamente à tentativa de ruptura da ordem democrática. E não falo apenas dos esforços do STF com o julgamento e condenação dos golpistas, mas de tudo que todos nós fizemos, em todos os espaços, com os menores ou os maiores gestos, para repudiar o golpismo e decretar seu banimento. Este é o fato grave da semana, embora as atenções de hoje estejam voltadas para o Senado, onde o AGU Jorge Messias será sabatinado na CCJ e, se aprovado lá, ainda terá seu nome apreciado pelo plenário. Acredito que ele será aprovado, mas por um quórum apertado. Talvez tenha menos de 50 votos, quando são necessários 41. De todo modo, a questão do veto é mais preocupante, por seu grave significado para o futuro da democracia. A eventual derrubada do veto fará com que a tolerância ao golpismo seja inscrita na própria lei. Teremos o direito a serviço do autoritarismo, e não como meio de sua contenção. Regimes onde isso acontece são chamados por alguns autores de democracias iliberais. Outros falam em legalidade autoritária. Certo é que a complacência com o golpismo estará legalizada. A lei que foi votada no ano passado, como resposta mitigada à anistia pedida pelo bolsonarismo, teve os pontos mais aberrantes vetados pelo presidente Lula. Ela não se destinou apenas a abrandar as penas aplicadas aos golpistas de 8 de janeiro, e a beneficiar, de quebra, os facínoras e autores de crimes infames. Ela buscou inscrever em lei que golpes de Estado, aqui, não constituem crime grave e intolerável, e que não devem ser reservados a seus autores a mais severas penas do Código, como acontece em democracias que se prezam. Perigo Derrubando os vetos, o Congresso, em sessão bicameral, não estará apenas legislando sobre técnica penal. Estará criando um novo e perigoso “normal”, agravado pelo contexto atual, em que as instituições da democracia são alvo permanente de tentativas de desmoralização e esvaziamento, quiçá de fechamento. E não por acaso, mas por ter sido o executor do julgamento e das condenações, o Supremo é a instituição mais atacada neste momento. Os que defendem a derrubada do veto fazem discursos inflamados falando em garantia dos direitos, em direito de defesa, em julgamentos arbitrários, em penas excessivas e desproporcionais. Tudo isso foi observado e não é com isso que estão deveras preocupados. O que desejam é evitar que se consolide uma legislação e uma jurisprudência francamente refratária a golpes e violações do Estado de Direito. Entre os pontos que a direita parlamentar deseja mudar pela derrubada de vetos está o artigo que prevê a soma das penas para os diversos crimes cometidos pelo condenado no processo golpista, como fez o STF no julgamento da tentativa de golpe bolsonarista. Querem fazer valer apenas a pena para o crime mais grave cometido. Querem restabelecer um tal crime de multidão, que anistiaria os vândalos que depredaram os palácios dos Três Poderes em 8 de janeiro. Querem quase perdoar aqueles que não tiveram, ou não venham a ter em futuros golpes, papel de liderança. Como se define o papel de liderança? Aqui está uma brecha larga para a impunidade de conspiradores. De quebra, querem premiar também os facínoras. Matador de mulher, com a derrubada do veto, passaria a merecer a progressão de regime a partir do cumprimento de 55% da pena (e não 75%, como prevê a lei atual contra o feminicídio. Autores de crime hediondos hoje só progridem de regime após o cumprimento de 70% da pena, o que cairia para 40% com a derrubada do veto de Lula. Por tudo isso digo que planejam para amanha um repique do golpe. Vivemos, como diz o jurista Lênio Streck, “num estado permanente de golpismo”. Mas desta vez estamos todos sabendo do que está planejado. De hoje para amanhã, há tempo para dizer em letras maiúsculas nas redes sociais, que eles sabem ouvir e ler: NÃO À DERRUBADA DOS VETOS! NÃO À INDULGÊNCIA GOLPISTA. Bem, não sei fazer boas hastags mas não falta quem seja bom nisso.
Shakira chega ao Rio de Janeiro para megashow em Copacabana
Instagram/Reprodução Cantora colombiana desembarcou nesta quarta-feira (29/4), no Rio de Janeiro, para o megashow gratuito na praia de Copacabana Shakira chegou nesta quarta-feira (29/4) ao Rio de Janeiro (RJ), quatro dias antes do megashow da cantora colombiana na praia de Copacabana. A apresentação gratuita será neste sábado (2/5). Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a artista desembarca no Aeroporto Internacional Galeão, acompanhada da equipe. Ela acenou e interagiu com os fãs que a esperavam na pista de embarque. Shakira grava vídeo para as redes sociaisShakira será a terceira artista a se apresentar na praia de Copacabana de forma gratuita para os fãs na orla carioca. Em 2025, foi Lady Gaga que atraiu um público de mais de 2,1 milhões de pessoas; e em 2024 Madonna, que reuniu quase 2 milhões. Esta será a 2ª edição oficial do Todo Mundo no Rio. A estrutura que vai receber a cantora colombiana será a maior do evento. Morte em montagem de palco de Shakira em CopacabanaO serralheiro Gabriel de Jesus Firmino morreu durante a montagem do palco para o show de Shakira no Rio de Janeiro (RJ) no último domingo (26/4). Esposa de homem que morreu em palco de Shakira desabafa: “Mentiram”. De acordo com testemunhas, ele foi atingido por uma estrutura que desabou. Gabriel chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militares do Rio de Janeiro (CBMERJ), mas não resistiu. Em uma nota divulgada pela produtora do show, a Bonus Track, a artista afirmou que está em contato com a organização do evento e acompanha de perto os desdobramentos do caso.
Modelo curtida por Neymar surge com blusa do jogador em foto no Rio
Reprodução/Instagram Pauline Tantot, modelo que causou nas redes após receber uma curtida de Neymar Jr. em uma foto de biquíni, voltou a virar assunto na web Pauline Tantot, modelo que causou nas redes sociais após receber uma curtida de Neymar Jr. em uma foto de biquíni, voltou a virar assunto na web após postar uma foto no Rio de Janeiro, usando uma camisa com o nome do jogador. Divulgação Nesta terça-feira (28/4), Pauline postou uma série de fotos na praia. Ela aparece sentada em uma bola e usando a camisa do Brasil, com o nome de Neymar nas costas. Nos comentários, internautas brincaram com a situação. “Ela não é inocente”, disse uma. “Neymar que lute”, comentou outro. Um terceiro ainda escreveu, citando Bruna Biancardi: “Imagina a mulher dele vendo isso”. Entenda a polêmicaNo mês passado, Neymar curtiu fotos da modelo de biquíni. Em uma delas, ela aparece cobrindo o bumbum apenas com uma toalha. As imagens logo viralizaram e geraram polêmica nas redes. Neymar comentou sobre a polêmica e disse ter curtido “sem querer” a foto de Pauline. “Foi uma curtida sem querer, eu nem tinha visto isso (amigos me avisaram)… quem me segue sabe que quase não curto fotos de mulher, justamente para não causar isso!”, disse ele. “Hoje em dia é muito doentio a forma como reagem a curtidas no Instagram (que por incrível que pareça sirva para isso)”, finalizou. Pouco tempo depois, Pauline postou dois emojis bocejando em uma publicação que falava sobre a curtida de Neymar em suas fotos.
Flávio Bolsonaro desmente fake news e fala sobre ameaça de morte
Flavio Bolsonaro : Imagem/Reprodução/Jovem Pan “Qualquer ‘fonte’ que invente nomes está mentindo. Aproveito para repudiar as ameaças de morte ao @kimpaim. Esse modus operandi de eliminar quem pensa diferente não condiz com quem é de direita“, disse Flávio Bolsonaro O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) candidato à presidência do Brasil pelo Partido Liberal, usou as redes sociais para desmentir uma fake news envolvendo seus possíveis ministros, caso seja eleito nas Eleições deste ano. Ele ainda comentou sobre as ameaças de morte a Kim D. Paim. No X, (antigo Twitter), Flávio Bolsonaro compartilhou: “Entendo a ansiedade de alguns, mas reitero que ainda não estou tratando de nomes para possíveis ministérios a partir de 2027, nem há definição sobre candidato a vice-presidente em nossa chapa“, disse ele. Na sequência, Flávio afirmou: “Qualquer ‘fonte’ que invente nomes está mentindo. Aproveito para repudiar as ameaças de morte ao @kimpaim. Esse modus operandi de eliminar quem pensa diferente não condiz com quem é de direita“, disse Flávio. “Por fim, reforço meu pedido para que absolutamente TODOS nos ajudem nessa caminhada de resgate do Brasil. Você não precisa gostar de mim, basta gostar de você mesmo e tomar a decisão correta para mudar o destino da nossa Nação!“, escreveu o senador e candidato à presidente. Veja abaixo: Em outubro, mais de 150 milhões de brasileiros vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados. O calendário das eleições divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reúne etapas que vão desde a realização das convenções partidárias e o início da campanha até a votação, a prestação de contas dos candidatos e a posse dos eleitos. Entre os marcos mais importantes está o início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.
Daniel Vilela se reúne com ministro do STF e articula redistribuição de royalties do petróleo
Daniel Vilela e governadores de Mato Grosso e Roraima se reuniram com ministro do STF Cristiano Zanin para debater sobre a redistribuição de royalties do petróleo – Fotos: Governo de Goiás Durante a reunião, foi apresentada proposta de acordo elaborada por 19 estados não produtores, com o objetivo de buscar uma solução consensual para o impasse Em agenda no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (28/4), o governador de Goias Daniel Vilela (MDB) acompanhado do procurador-geral do Estado, Rafael Arruda, reuniu-se com o ministro Cristiano Zanin para tratar da redistribuição dos royalties do petróleo. A mobilização integra articulação de 19 estados não produtores e da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que cumprem agendas com ministros da Corte antes do julgamento do tema, marcado para 6 de maio. “Foi um diálogo qualificado, que reforça a dimensão institucional e federativa da discussão. O STF terá papel central na redefinição desse equilíbrio. A decisão não trata apenas de números, mas de desenvolvimento regional, coesão entre os estados e justiça na repartição de recursos públicos”, afirmou Daniel Vilela durante o encontro, que contou com a participação dos governadores de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, e de Roraima, Edilson Damião, além de procuradores-gerais e representantes da CNM. Goiás está entre os entes mais impactados pela medida cautelar concedida pela ministra Cármen Lúcia, em março de 2013, que suspendeu a eficácia da Lei nº 12.734/2012. Segundo a Secretaria da Economia, o Estado deixou de receber cerca de R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025, com projeção de mais R$ 913 milhões em 2026. Apenas em 2025, Goiás recebeu cerca de R$ 25 milhões; pela regra da lei suspensa, o valor seria de aproximadamente R$ 667 milhões. Proposta Durante a reunião, foi apresentada proposta de acordo elaborada pelos estados não produtores e pela CNM, com o objetivo de buscar solução consensual para o impasse. Os principais pontos são: aplicação da lei a partir de maio de 2026; período de transição de sete anos para os estados produtores; renúncia aos valores retroativos; e exclusão da chamada margem equatorial da negociação, diante de incertezas regulatórias e ambientais. Subscrvem a proposta, com participação da CNM, os estados do Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Os principais estados produtores — Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo — não integram o grupo e concentram cerca de 95% dos royalties, compensação financeira paga pelas empresas petrolíferas à União, estados e municípios pela exploração de recursos naturais não renováveis. Nesta quarta-feira (29/4), o procurador-geral de Goiás, Rafael Arruda, dará continuidade à agenda em Brasília, com reuniões previstas com os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. “Está em debate a forma de distribuir receitas oriundas de um bem da União, uma riqueza que é nacional e pertence a todos os brasileiros, com impacto direto na redução das desigualdades regionais”, afirmou Arruda. Entenda o caso Em 2012, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 12.734/2012, com base no princípio de que os recursos naturais pertencem à União e que as receitas de sua exploração devem ser compartilhadas entre os entes federativos. Em 2013, decisão cautelar da ministra Cármen Lúcia suspendeu a aplicação da norma e manteve a distribuição prevista na Lei nº 9.478/1997, conhecida como Lei do Petróleo. Na prática, a medida preservou a concentração das receitas em poucos entes federativos.
Governo de Goiás abre inscrições para barracas comerciais na Rodovia dos Romeiros
O sorteio dos pontos comerciais para montar barracas na Rodovia dos Romeiros ocorrerá no dia 26 de maio, a partir das 9horas, na sede da Goinfra – Fotos: Silvano Vital Goinfra disponibiliza 190 pontos para comercialização de alimentos e bebidas não alcoólicas durante a Festa do Divino Pai Eterno. Inscrições vão até dia 18 de maio O Governo de Goiás, por meio da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), abre, nesta quarta-feira (29/4), o período de inscrições para interessados em comercializar produtos durante a Festa do Divino Pai Eterno, que será realizada entre os dias 26 de junho e 5 de julho, no trecho da Rodovia dos Romeiros (GO-060) entre Goiânia e Trindade. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site da agência até o dia 18 de maio. Serão disponibilizados 190 pontos comerciais ao longo dos 18 quilômetros da rodovia. Os espaços poderão ser utilizados para a venda de alimentos, bebidas não alcoólicas, roupas, artigos de beleza, bijuterias, brinquedos, entre outros produtos. A venda de bebidas alcoólicas está proibida. Sorteio O sorteio dos pontos comerciais ocorrerá no dia 26 de maio, a partir das 9h, na sede da Goinfra. A participação presencial dos inscritos é obrigatória. O sorteio será realizado de acordo com a área de interesse indicada no ato da inscrição. Fotos: Silvano Vital Após a definição dos contemplados, a lista será divulgada no site da agência, e os selecionados deverão pagar a taxa de R$ 55,43, referente ao uso da faixa de domínio. A montagem das barracas estará autorizada a partir do dia 13 de junho. As estruturas devem obedecer ao padrão estipulado: cor branca e dimensões de 4×4 metros. Todos os custos e providências relacionados à montagem, segurança (como inspeção do Corpo de Bombeiros), fornecimento de água e energia elétrica são de responsabilidade dos comerciantes. Via Sacra A Goinfra também fará sorteio entre as empresas interessadas em adotar uma estação para fazer a divulgação de marcas e ações de marketing institucional. Serão disponibilizadas as sete estações da Via Sacra – locais de oração e descanso utilizados pelos romeiros. As empresas deverão se inscrever também até o dia 18 de maio, e o sorteio será no dia 27 de maio, a partir das 9 horas, na sede da agência. As vencedoras terão o direito de montar tendas ou estandes, desde que não haja comercialização de produtos ou serviços no local. Em contrapartida, as empresas devem garantir o livre acesso dos romeiros às estações e disponibilizar uma estrutura mínima, como banheiros químicos, para uso dos visitantes. Mais informações sobre o processo de inscrição, montagem de barracas ou utilização das estações da Via Sacra estão disponíveis no site da Goinfra e podem ser obtidas pelo whatsapp (62) 3265-4309. Serviço Assunto: Inscrições para barracas comerciais na Rodovia dos Romeiros Quando: Quarta-feira (29/4) Onde: Site da Goinfra – https://www.goinfra.go.gov.br Prazo: Até 18/5 Entrevistas: Porta-voz da Goinfra estará disponível para entrevistas das 8h30 às 9h30 desta quarta-feira (29/4), na sede da autarquia. Contatos: (62) 98451-4276 / (62) 98445-7868
Justiça: repercussão nacional
Produção: poptvnewsbr Decisão da Justiça Eleitoral do Tocantins sobre IA e deepfake projeta debate eleitoral tocantinense para além do estado Decisão liminar da Justiça Eleitoral do Tocantins, obtida em representação ajuizada pela Federação PSDB/Cidadania, projetou o debate eleitoral tocantinense para além do estado ao ser analisada na coluna Democracia Digital, da BandNews do Rio Grande do Sul, conduzida por Francieli Campos, advogada especialista em inteligência artificial pela Universidad de Salamanca. A representação foi subscrita pelo escritório Solano Donato Advogados, que tem como sócios Solano Donato e Aline Ranielle, e resultou em decisão que determinou a remoção de conteúdos, a suspensão de perfil no Instagram e a interrupção de impulsionamento irregular envolvendo publicações contra o pré-candidato ao Governo do Tocantins, deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB). Na análise veiculada pela BandNews, Francieli Campos destacou que o caso envolve temas centrais para o processo eleitoral de 2026, como o uso de inteligência artificial, deepfake, impulsionamento pago por pessoa natural, propaganda negativa e incitação à violência em ambiente digital. A colunista explicou que, mesmo antes do período oficial de campanha, a pré-campanha já está sujeita a limites legais, especialmente quando ferramentas digitais são utilizadas para ampliar o alcance de conteúdo eleitoral irregular. Durante a coluna, o caso foi apresentado como exemplo concreto da atuação da Justiça Eleitoral diante do uso irregular de inteligência artificial nas disputas políticas. Francieli Campos afirmou que a situação reuniu “uma cesta de ilegalidades”, ao envolver deepfake, impulsionamento irregular, conteúdo negativo e publicação com incitação à violência, o que resultou na ordem judicial de remoção das postagens e suspensão do perfil. Para o escritório Solano Donato Advogados, a repercussão nacional confirma a relevância do precedente para o enfrentamento de práticas digitais ilícitas ainda na fase de pré-campanha. O caso evidencia que a liberdade de expressão não autoriza manipulação artificial de imagem, disseminação patrocinada de ataques nem uso de perfis para desinformação, ofensa e violência política. A decisão foi proferida em caráter liminar e a representação seguirá em tramitação perante a Justiça Eleitoral. CONFIRA: https://www.youtube.com/watch?v=_GBr-NhAw6I&t=3499s


